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05 novembro 2013

Velharias + Fantasia...

E o fim de semana foi passado entre velharias e fantasia...

No sábado voltámos à Feira de Antiguidades de Arezzo, onde adquirimos mais letras de tipografia para a nossa colecção... :-)

No domingo, viajámos num mundo de fantasia, voltámos à nossa infância e constatámos que existe um mundo paralelo, onde personagens de animação se personificam - "Lucca Comics and Games"...:-)
Apesar de ser um mundo de fantasia um pouco desconhecido para nós, ainda conseguimos encontrar algo muito familiar... 
Aqui foi Agatha Christie;  desta vez conseguimos descobrir Sherlock Holmes em banda desenhada. 

E depois, não é todos os dias que temos um colega como personagem de banda desenhada, tinha de trazer um exemplar de "Che cosa e' la Bat-Box", na qual um grupo de investigação e conservação de Quirópteros (da Universidade de Florença) apresenta de forma original, como todos podemos contribuir para a conservação destes simpáticos animais, os morcegos.




Com muita ou pouca fantasia...uma excelente semana!!

14 outubro 2013

"Tesouros..."

Um fim de semana que se iniciou a falar de Agatha Christie e que se finalizou com a aquisição de mais livros das senhora... :-)

Na feira de antiguidades e velharias, deste fim de semana, voltámos a encontrar alguns tesouros, entre os quais dois livros da referida escritora, um que fala sobre a sua vida e obra, o outro uma edição em italiano de um dos seus livros  - "Tragédia em três actos".


 E mais letras de tipografia para a nossa colecção...



07 março 2013

"Ofereço-te Palavras..."


"Se terminar este poema, partirás. Depois da
mordedura vã do meu silêncio e das pedras
que te atirei ao coração, a poesia é a última
coincidência que nos une. Enquanto escrevo
este poema, a mesma neblina que impede a
memória límpida dos sonhos e confunde os
navios ao retalharem um mar desconhecido

está dentro dos meus olhos – porque é difícil
olhar para ti neste preciso instante sabendo que
não estarias aqui se eu não escrevesse. E eu, que

continuo a amar-te em surdina com essa inércia
sóbria das montanhas, ofereço-te palavras, e não
beijos, porque o poema é o único refúgio onde
podemos repetir o lume dos antigos encontros.

Mas agora pedes-me que pare, que fique por aqui,
que apenas escreva até ao fim mais esta página
(que, como as outras, será somente tua – esse

beijo que já não desejas dos meus lábios). E eu, que
aprendi tudo sobre as despedidas porque a saudade
nos faz adultos para sempre, sei que te perderei

em qualquer caso: se terminar o poema, partirás;
e, no entanto, se o interromper, desvanecer-se-á
a última coincidência que nos une."

(Maria do Rosário Pedreira)