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19 maio 2013

Toscana e o Cinema...


Como aqui referi, antes de viver em Florença, dediquei algum tempo a ler sobre a Toscana e a cidade de Florença...
Mas, o estudo sobre a cidade e a região não ficou só pela literatura, passou igualmente pelo cinema. Apercebi-me que alguns dos livros que andava a ler tinham adaptações ao cinema e após as leituras passei às representações cinematográficas, conhecendo e sonhando com estes locais através destas adaptações e dos vários filmes com que me fui deparando.

Recentemente encontrei, num alfarrabista, o livro La Toscana e il Cinema, que veio confirmar que ainda me falta ver muitos filmes inspirados e filmados nestes dois cenários...
Praticamente, ainda só tive tempo de folhear esta nova aquisição, mas sei que assim que tiver tempo vai ser dissecada com atenção, para poder começar a pesquisa destes “novos” filmes sobre a Toscana... :-)

21 março 2012

"O amigo indiano..."


(o senhor da foto, não é o "amigo indiano")


Ontem, ao final do dia, ao passar na Ponte Vecchio, pensava no meu “amigo Indiano”…

Desde sempre, que me lembro de um senhor, que me parece Indiano (eu nem sei ao certo!),  a distribuir folhetos de um restaurante, ao final do dia, na Ponte Vecchio.

Inicialmente, eu passava e ele dava-me também um folheto...até que ele começou a memorizar a minha cara. E um dia, ao dar-me o folheto reconheceu-me, sorriu e recolheu o mesmo… - ”Esta já conhece, não vale a pena gastar papel!” - terá ele pensado.

O tempo foi passando, até que um dia, à mesma hora e no mesmo local,  recebi um grande "Ciao!!"...ao que eu respondi com um sorriso.
E depois desse dia, quando nos encontramos, sempre na Ponte Vecchio, cumprimentamo-nos com um sorriso e um "Ciao!" .

Houve uma altura, em que não era ele, mas outro senhor que ocupava o seu local de trabalho ao final do dia.  Passado esse período, e após uma temporada que estive em Portugal, ao passar na ponte, reparo que ele está numa das extremidades e eu na outra, olho e nada mais…
Mas, assim que ele me vê, acena e grita, no meio de toda aquela multidão (típica daquele local), um enorme “Ciao!” (com uma tal emoção por me ver, parecia ter encontrado uma amiga de longa data..), perante isto, eu só consegui continuar o meu caminho a sorrir e a pensar... Tenho um "amigo" Indiano, supostamente Indiano, do qual nada sei, mas que me cumprimenta da forma mais simpática e efusiva do que muitos conhecidos ...

São estes pequenos momentos, estes pormenores e histórias, que também fazem parte dos dias de uma estrangeira. Uma estrangeira, que em parte já respira esta cidade como sua!