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06 abril 2014

Arrivederci Specola...


O jardim da Specola, foi um dos locais onde passei mais tempo durante os anos que vivi em Florença. Foi um local onde trabalhei, estudei, passeei com a Bianca, fotografei, sorri, chorei e sonhei…Como tal, foi dos locais onde estive, algum tempo, a semana passada, a recordar bons momentos…


Depois de quatro anos, apenas a ouvi-las (a mergulhar), resolveram também elas despedir-se...


17 novembro 2013

No silêncio da Specola... (Outono)

Finalmente passei um tempinho a apreciar o Outono...


Estes dias...



Estes dias, ou melhor, este mês de Novembro está a ser tão agitado como o do ano passado.
Prazos, trabalhos, apresentações, alterações, ideias, novidades... e muita nostalgia...
Quase não há tempo para apreciar e pensar em cada detalhe e acontecimento, sinto simplesmente que o tempo passa muito depressa, muito mais do que eu desejaria; e que surgem, sempre, mais coisas para fazer. Queria ter mais tempo, para alcançar todos os objectivos com mais calma e serenidade...

Como ando a pensar em variadíssimas coisas ao mesmo tempo, quase não tenho tido tempo e disposição para apreciar a beleza desta "minha" estação do ano, para apreciar o Outono.

Mas, finalmente, ontem de manhã, consegui tirar um tempinho para, no silêncio do jardim da Specola, admirar e captar um pouco deste Outono.

Silêncio que também me fez recordar e reflectir em tanta coisa...

28 junho 2013

23 outubro 2012

O "meu" jardim...


"Consideremos o jardim, mundo de pequenas coisas, 
calhaus, pétalas, folhas, dedos, línguas, sementes. 
Sequências de convergências e divergências, 
ordem e dispersões, transparência de estruturas, 
pausas de areia e de água, fábulas minúsculas. 

Geometria que respira errante e ritmada, 
varandas verdes, direcções de primavera, 
ramos em que se regressa ao espaço azul, 
curvas vagarosas, pulsações de uma ordem 
composta pelo vento em sinuosas palmas. 

Um murmúrio de omissões, um cântico do ócio. 
Eu vou contigo, voz silenciosa, voz serena. 
Sou uma pequena folha na felicidade do ar. 
Durmo desperto, sigo estes meandros volúveis. 
É aqui, é aqui que se renova a luz. "

(António Ramos Rosa)