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06 setembro 2012

Vacanze - giorno otto...


O nosso oitavo dia de viagem ou como nós gostamos de o chamar - O dia do stress!
Neste dia resolvemos voltar a Porto Santo Stefano para apanhar um barco que nos levasse à Isola di Giglio.




E o stress começou com a dificuldade em encontrar um local de estacionamento para o carro, pois iríamos passar o dia todo na ilha e o mesmo deveria estar num parque de estacionamento seguro e económico. Os parques das companhias que organizavam as viagens até à ilha, estavam lotados e deixar o carro num estacionamento implicava um montante em moedas que nós não conseguimos obter, pois não estava  a ser fácil trocar o dinheiro. Resolvemos então esgotar as moedas que tínhamos e acreditar que conseguiríamos estar junto do carro o mais próximo possível dessa hora...

Carro estacionado, lá fomos nós em direcção do barco, pedimos para regressar no barco das 18:30, que também já estava completamente preenchido, como tal só poderíamos regressar no das 17:30 (ok, até parece que é melhor por causa do estacionamento ! – pensamos nós).

Após uma agradável viagem de barco, alcançámos a ilha de Giglio, uma das sete ilhas que formam o arquipélago Toscano. Muitos pensam que o nome Giglio (= lírio) está associado ao lírio utilizado na heráldica da República de Florença do tempo dos Medicis. O nome desta pequena e montanhosa ilha significa na verdade “ilha da cabra”, pois o seu nome deriva de Aegilium Insula, o nome latino da ilha, uma transliteração para o latim da palavra grega aigýllion ou "pequena cabra".
Esta pequena ilha não se consegue visitar facilmente, apenas alguns barcos alcançam as suas baías e um autocarro, uma dessas baías  - Campese – a maior, a que alberga uma pequena povoação e uma estância turística. E a única que podíamos aproveitar para refrescar e dar uns mergulhos...

Antes de nos deslocarmos até Campese, exploramos um pouco  a região do porto e almoçámos num singular restaurante, que nos atraiu por vermos todas as pessoas a comer dentro das frigideiras.






Após particular e delicioso almoço, partimos em busca do autocarro que nos levaria a Campese. O primeiro que conseguimos, dirigido por um motorista pouco simpático, apenas levava as pessoas de um grupo organizado, ou seja, tivemos de esperar até à chegada de um segundo autocarro, dirigido pelo motorista previdente, que antes de permitir a entrada dos passageiros tecia várias recomendações...
Até aqui tudo bem, lá fomos descontraídos conhecer mais uma agradável praia não libera. Chegada a hora de apanhar o autocarro recomeça o stress, nós a chegar e o autocarro (dirigido pelo motorista pouco simpático) a partir antes do tempo e agora teríamos de esperar pelo próximo o que implicava chegar muito próximo da hora de partida do barco, correndo  o risco de não chegar a tempo...
Chega o novo autocarro, dirigido pelo motorista previdente, e como seria de esperar, pára o autocarro, sai, faz as necessárias recomendações e só depois podemos ir (se tem sido este o anterior motorista, não teríamos perdido o primeiro autocarro)...
A meio caminho, ainda tivemos de respeitar e deixar passar um funeral, o que implicou mais uma paragem e perder mais tempo, e nós só a controlar o relógio. Ao chegar ao local do barco, vimo-lo também a partir, e este era o último, pois o próximo estava lotado como havia referido – e agora?

Sem número de telefone da companhia, sem haver um local de vendas de bilhetes na ilha, entrei novamente em stress e comecei a falar com todos os pontos de informação, guarda costeira, tudo o que me pudesse ajudar ou acalmar... Mas não foi possível, isso só aconteceu quando o outro barco chegou e nos disseram que podíamos regressar nesse.
Entretanto, só conseguíamos pensar que o tempo do estacionamento já havia terminado há muito...




De regresso a Monte Argentario e sem multa no carro, só conseguíamos rir e recordar alguns episódios desse dia, como as recomendações do motorista previdente...
Um pouco mais relaxados aproveitámos a noite para conhecer Porto Ercole, jantar no único restaurante italiano, que conheci até hoje, que não faz café e passear descontraidamente já com o sabor de umas férias que estão quase a terminar...

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05 setembro 2012

Vacanze - giorno sette...


Como referi anteriormente, nesta região de Monte Argentario, o nosso objectivo era, mais uma vez, encontrar e usufruir das singulares praias da região...


Iniciamos o nosso percurso nos arredores de Porto Santo Stefano, sem pressas e preocupações, aproveitando estradas panorâmicas, e regalados com belas paisagens passamos um dia sereno em diferentes praias. A mais interessante e particular, mais uma vez, aquela com acesso mais difícil, aquela que até era difícil o acesso à água, posso dizer que só consegui “tomar” banho, sentada numa rocha e deixando-me molhar pelas ondas...




Ao final do dia e à noite dedicámos algum tempo à cidade de Orbetello.

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04 setembro 2012

Vacanze - giorno sei...


A manhã deste novo dia iniciou-se com um passeio por Pitigliano. Com uma dedicação especial às Vias Cavas, antigas vias de comunicação entre as localizações, utilizadas pelos Etruscos. Fazer caminhadas, seguir os antigos percursos da Etrúria e aproveitar estes singulares locais para diferentes fotografias, assim se passou uma manhã muito profícua em trabalho fotográfico...




Seguimos viagem, sempre com o intuito de fazer o percurso da Etrúria, passando por Saturnia, Sorano, Savona, Manciano, Bolsena... sempre em direcção a Monte Argentario.



Antes de finalizar a viagem e já muito próximo do local onde iríamos passar  a noite, um simpático Agro-turismo, ainda houve tempo para explorar a praia de Talamone. Local que elegemos igualmente para jantar de forma divinal, ainda não falei da comida, mas durante toda a nossa viagem comemos sempre muito bem, nomeadamente pastas com sabor a mar.


Nos próximos dias, iríamos ficar sempre por esta região, com muitas praias e ilhas para pesquisar, mas agora na costa do mar Tirreno.

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03 setembro 2012

Vacanze - giorno cinque...


O passeio nocturno por Orvieto no dia anterior, deixou-nos com muita vontade de conhecer melhor  a cidade à luz do dia.



Iniciámos o nosso percurso na zona oeste, a região medieval, percorrendo ruas e ruas de história e dando particular atenção ao admirável Duomo, símbolo de arquitectura romanico-gótica,  efectuamos ainda o ritual de descida e “purificação” no Pozzo de San Patrizio. Semelhante a uma Torre de Babel invertida, para muitos este é um local que provoca vertigens e arrepios. Estas sensações terão inspirado a designação do mesmo, associada às lendas medievais sobre o Purgatório de São Patrício na Irlanda, segundo as quais essa gruta da Station Island teria sido identificada como entrada para o inferno.



Após um cuidado passeio por esta curiosa cidade que há muito queria conhecer, dirigimo-nos a outro singular paese - Civita di Bagnoregio , “la città che muore” (“a cidade que morre”) – que remonta ao período pré-etrusco. Passando igualmente pela Abbazia dei SS. Severo e Martirio, para um rápido passeio.
A ideia era mesmo chegar à Civita di Bagnoregio, que poucos conhecem e quase não se encontra assinalada em mapas e guias, mas felizmente a Dona Selita deu-nos a indicação de tão singular local...Mas pelo calor que se fazia sentir aquela hora do dia, decidimos apreciar este local único à distância, não cumprindo a viagem no tempo que uma visita a esta terra nos proporciona.
Esta recebeu a denominação de “la città che muore” pelo escritor local Bonaventura Tecchi, pelo facto de a parte mais antiga e os muros que circundam o local, sofrerem com  a intensa actividade erosiva, o que diminui  a altura e a largura da mesma.



E porque o objectivo era chegar nesse mesmo a dia a outra das terras da Etrúria, Pitigliano, continuámos a nossa viagem. Esta localidade não era novidade para mim, mas pela sua particularidade, assim como os seu arredores, achei que seria interessante colocá-la no nosso itinerário. E como quem visita Pitigliano, quase que obrigatoriamente tem de visitar as cascatas de Saturnia, finalizámos o nosso dia em águas quentes e ricas em enxofre, para retemperar forças.



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02 setembro 2012

Vacanze - giorno quattro...


E como havíamos planeado, no dia seguinte tentámos conhecer as praias de Sirolo, a pérola do Adriático. Esta era a informação que os cartazes da estrada nos fornecia, no entanto, nós não concordamos com este slogan, voltámos a encontrar praias privadas, urbanas e muito movimentadas.
Deixando a costa do mar Adriático dirigimo-nos para Loreto,  uma pequena e peculiar terra, ainda nas Marcas, muito conhecida como local de peregrinação.



E voltámos então às longas viagens de carro, desta vez atravessando os campos da Umbria, para alcançar a terra dos chocolates Baci, a bela cidade de Perugia.
Uma cidade encantadora, considerada um das doze cidades da Etrúria, com ruas labirínticas, edifícios históricos, poços misteriosos e muitas lojas a vender chocolates e gelados...
Mas, o caminho para aqui chegar, cheio de agradáveis paisagens, mas igualmente estradas com muitas curvas, deixou-me impossibilitada de provar estas doces iguarias.




Há muito que tinha ouvido falar desta antiga terra de Etruscos, não fazia ideia é que iria ficar tão entusiasmada com o seu encanto. Constatámos igualmente que parecia ser uma cidade muito jovem, pois em cada rua e cada praça, fomos sempre encontrando variadíssimos grupos de jovens, só não conseguimos perceber se eram mesmo da terra ou simplesmente visitantes como nós.

Tínhamos imensa vontade de ficar mais tempo a conhecer e apreciar esta deliciosa cidade, mas o nosso destino nessa noite era Orvieto, que para mim também se avizinhava uma terra plena de antigos mistérios e de ruelas atraentes. Deixámos então a terra dos Baci, e deslocámo-nos na direcção de Orvieto.

O local que havíamos escolhido para passar a noite, era magnífico, para mim um dos melhores de toda a viagem, Casa Selita. O local além de sedutor, tinha uma proprietária incansavelmente simpática, que nos forneceu todas as indicações necessárias para um primeiro contacto com esta terra de sonho, simpáticos locais para tomar a primeira refeição e sugestões de passeios para a primeira noite.



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01 setembro 2012

Vacanze - giorno tre...


No nosso terceiro dia de férias e com as indicações do proprietário do bed and breakfast, partimos em busca das peculiares praias da Peninsula del Conero.

Com muita dificuldade, lá conseguimos alcançar uma da primeiras praias indicadas, a Praia de Mezzavalle (Portonovo), dificuldade que já esperávamos, pois a informação que tínhamos é que era uma praia de difícil acesso, com uma descida muito acentuada, mas que valia o esforço da descida e da subida, que teríamos de fazer mais tarde...
Subida que tentámos adiar, aproveitando ao máximo bons momentos na melhor praia que havíamos encontrado até então, uma praia silenciosa, libera e de águas cristalinas.



Após recuperar as forças do difícil percurso de regresso, decidimos ainda visitar as praias de Sassi Neri e San Micheli, mas desta vez usufruindo de um autocarro para fazer parte do percurso, pois temíamos que se avizinhasse uma caminhada tão difícil como as anteriores.




Apesar dos difíceis acessos a estas praias, a beleza das mesmas acabou por compensar o esforço e podemos, mesmo assim, dizer que este foi um dia de descanso, sem grandes viagens de carro, aproveitando o dia para ler, contemplar o mar e mergulhar nas suas águas calmas e transparentes...
Para finalizar o dia, voltámos a Ancona, para jantar e passear, onde nos deparámos com um espectáculo de teatro ao ar livre numa das praças principais – Piazza del Plebiscito - e desta forma finalizámos igualmente a nossa estadia nesta região.


Tínhamos por objectivo, no dia seguinte, ainda conhecer algumas praias de Sirolo, para depois prosseguir a nossa viagem em direcção a Orvieto, voltar ao interior e iniciar o nosso percurso por terras Etruscas...

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31 agosto 2012

Vacanze - giorno due...


Este dia começou com um rápido passeio pelo centro histórico de Pesaro e continuámos a nossa viagem em direcção a Ancona.


Apesar de Ancona ficar na costa, antes de continuar a descer até esta nova localidade, decidimos voltar ao interior para conhecer a terra que viu nascer o brilhante pintor Raffaello,  Urbino.
O centro histórico desta pitoresca cidade, dominada pelo Palazzo Ducale e pela Catedral, foi classificado em 1998, como Património Mundial da Humanidade.
Após passear pelo encantador centro histórico, com alguma dificuldade, devido à inclinação de algumas das ruas, recuperámos forças num restaurante com iguarias típicas da região.



E continuámos viagem pela costa, aproveitando as praias que íamos encontrando, para aliviar o calor e as estradas panorâmicas para admirar a apreciável paisagem...


Terminámos este dia, em busca do bed and breakfast que havíamos marcado, pois o objectivo era no próximo dia explorar simpáticas e atraentes praias de água cristalina na costa de Ancona.

Para mim foi um regresso a Ancona, onde havia passado alguns dias de férias em 2009. Nessa altura passeei na cidade, desta vez pretendia perscrutar os arredores. No entanto, o jantar e o passeio nocturno deste segundo dia foi no centro histórico de Ancona...

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30 agosto 2012

Vacanze - giorno uno...


A ideia era conhecer algumas localidades Italianas e desfrutar de umas férias diversificadas. Não só praia, mas também um pouco de locais com história e campos de agradáveis paisagens.


No nosso primeiro dia de viagem, definimos partir de Florença em direcção à costa do mar Adriático. Atravessando os campos da Toscana, até alcançar uma nova região – Marche (as Marcas).
Deslocámo-nos em direcção a Pesaro, onde iríamos passar a primeira noite, passando por Poppi, Bibbiena e La Verna.



Antes do destino final do primeiro dia, decidimos visitar a praia de Rimini (Emília –Romagna). Onde começámos a ter contacto com as praias não livres, ou seja, as praias que só tem espaço para cadeiras e sombrinhas pagas. E o reduzido “cantinho” libero (livre) localiza-se na parte menos atractiva e menos limpa da praia...


Ao chegar a Pesaro, percebemos que também aqui não existem praias livres, pelo menos foi essa a ideia com que ficamos, pois todas os hotéis eram virados/projectados para o mar e tinham praias privadas.
Mas nesta localidade desenvolveram um agradável percurso junto ao mar, onde se situam bares e restaurantes, local que aproveitámos para um passeio à noite e para conhecer alguns trabalhos de Handmade em “barraquinhas” que ladeavam esse mesmo percurso.

Um primeiro dia passado maioritariamente em viagem, mas sempre em contacto com bonitas paisagens, onde constatámos o contraste de quando se passa dos campos da Toscana, salpicados por Castelos e Catedrais, para uma região mais montanhosa como a Emília- Romagna.




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28 fevereiro 2012

"The Italian Journey" - Roma...


foto de filipe's glance

No seu "The Italian Journey", Goethe apresenta a sua longa e descritiva viagem por Itália, às vezes também eu fico com  vontade de descrever algumas das minhas viagens e passeios por Itália...

Uma dessas viagens, não foi uma novidade, foi um  interessante regresso à Cidade Eterna, apenas por algumas horas (apenas de passagem), no último dia de umas agradáveis e revigorantes férias.

Quando apenas sem tem algumas horas e a cidade de Roma tem muito para oferecer, há que saber seleccionar de forma adequada, e como estava acompanhada por um "novato", saber como apresentar e despertar a curiosidade para uma nova e alargada visita.

Roma é uma cidade ideal para se visitar a pé (por mim, visitava sempre tudo a pé), pois os principais monumentos, museus e igrejas encontram-se suficientemente perto uns dos outros. E para onde quer que olhemos, podemos deparar-nos com um pormenor pitoresco que agrada a maioria dos seus visitantes. Como dizia Goethe, “a cada passo um palácio, uma ruína, um jardim, um deserto, uma pequena casa, um estábulo, um arco triunfal, uma arcada, e todos tão próximos que os poderíamos desenhar numa pequena folha de papel”.

De mapa na mão, iniciámos o percurso próximo da Basílica de Santa Maria Maggiore, com o intuito de percorrer os principais vestígios de história e o labirinto de ruas cheias de vida, que também merecem particular atenção.

Assim, a primeira paragem, na nossa fabulosa viagem no tempo, foi o Colosseo, o símbolo mais famoso da cidade,  construído no século I como um presente para os Romanos. E ainda próximo deste imponente monumento, algumas vistas sobre as ruínas do Foro Romano e do Palatino.
Como é obvio, não descuidámos a passagem pela espantosa e extravagante Fontana de Trevi, de modo a apreciar a imponência e o brilho de Neptuno, mas sem atirar a moedinha e pedir desejos. Da primeira vez que passei por Roma, não coloquei em prática este tradicional hábito, e mesmo assim regressei a esta capital, da segunda não quis deixar de o fazer, pois nunca se sabe, além de pedir para regressar, aproveitei e pedi mais alguns desejos, devo dizer que todos eles se realizaram, ou porque assim tinha de ser ou porque Neptuno assim o quis, isso já não sei.  Mas como já tive a fortuna de ver alguns dos meus sonhos realizados e encontrava-me na companhia de um deles, não foi necessário voltar  a faze-lo, para não abusar da boa vontade dos deuses.
E para finalizar o dia, nada como passar algum tempo numa explanada a observar músicos, artistas e turistas. Esse tempo foi desfrutado na admirável Piazza Navonna, considerada uma das mais belas praças do mundo (eu concordo, apesar do meu gosto duvidoso, segundo a minha companhia...),  que deve a sua forma alongada ao antigo estádio romano sobre o qual foi construída.  E cuja principal atracção é a espectacular Fontana dei Quattro Fiume, de Bernini, representando simbolicamente o rio Ganges, Danúbio, Prata e Nilo.

Mas o dia não está terminado sem uma boa cena, que se realizou na enoteca Cul de Sac, com uns Raviole de Laranja e um vinho branco, mas o melhor ... as promessas e sonhos de voltar à cidade Eterna, para apreciar com mais atenção cada pormenor pitoresco, escutar o chamamento da água de cada uma das fontes, sentir o aroma e perfume de cada rua e ruela, degustar os doces gelados e assimilar séculos e séculos de história.