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08 julho 2013

Fragmentos de um fim de semana...


E o fim de semana passado, iniciou-se com a visita a mais uma feira Vintage...passando pela festa de S. Paolino, ao som de reggae, festa que se realizou na mais internacional das ruas de Florença, a nossa!! :-)

E como se tratava de um fim de semana de aniversário, no sábado à noite fomos até Fiesole (com o objectivo de ir até à India), para um jantar especial...Continuando a noite ao som de "Astrophonix".









28 junho 2013

A nossa rua...



Hoje de manhã sai muito cedo, estava frio, mais parecia uma manhã de Outono do que uma manhã de Verão... A rua estava deserta e silenciosa, apenas encontrei duas pessoas, dois vizinhos, o vizinho das 'massas frescas' que de forma, sempre, muito simpática me cumprimentou -'Buongiorno Signora' - e a vizinha da garagem, que desde o dia, que nos ajudou com um pequeno problema com o carro, que nos cumprimenta com um grande sorriso...

Enquanto cumprimentava estes dois vizinhos e absorvida pelo silêncio que se fazia sentir, sorri e pensei que de facto esta já é a nossa rua!!

Numa cidade como Florença, que não é muito grande, é interessante verificar que existe um local onde as pessoas te cumprimentam com um sorriso, que sabem que vives naquele prédio, que  sabem que tu és a dona do Mel e do Bilbo, que sorriem quando passas com eles, que perguntam o que se passa quando um deles vai com uma ligadura...Um local onde as pessoas estão prontas para te ajudar quando tens um problema (com o carro, por exemplo), onde o senhor do supermercado sabe que tu gostas de ir comprar coca-cola à meia-noite... :-)
E eu gosto destes pequenos momentos, gosto de sentir a simpatia das pessoas, de passar, sorrir e cumprimentar...

Depois deste pensamento matinal, continuei o meu caminho e como todos os dias, passei na minha anterior rua, passei junto ao meu antigo prédio, que curiosamente tinha a porta aberta, espreitei lá para dentro e sorri. Pois apesar de já ter uma nova rua, a primeira é sempre a primeira. E todos os dias quando ali passo, sinto que aquele ainda é o meu espaço e lá estão os outros vizinhos, aqueles que até me tratam pelo nome e me consideram uma amiga! 

06 março 2012

Vizinhos...

(fotografia de um postal)

Ainda  no seguimento de “Home sweet home”...aproveito para falar um pouco dos meus vizinhos...

O meu cantinho, a minha casa aqui em Florença, encontra-se num antigo prédio, numa rua onde ilustres viveram (Brownings, Bianca Cappello...), um prédio muito bem localizado! A localização é sem duvida um dos motivos pelo qual lá continuo...

Nesse antigo prédio, existem vizinhos, como em todos os prédios, mas durante muito tempo, eu não fazia ideia quem eram os meu vizinhos, pois eu entrava e saia várias vezes e nunca me cruzava com nenhum deles. 

Num dos primeiros dias (quando para lá fui viver), ao descer as escadas, ouvi o som de um Violino, o que me fez sorrir e aproximar o ouvido a uma das portas... Fique, pelo menos, a saber que tinha um(a) vizinho(a) que era músico.

Depois, finalmente conheci a vizinha do lado, muito simpática e bem disposta, com quem trocava meia dúzia de palavras, se ocasionalmente nos encontrávamos.  Até que essa vizinha se mudou. E para a porta do lado, veio o “vizinho sorridente”, pois é a imagem que guardo dele, sempre a sorrir, somente, nem um “Ciao!”...nem um “Buongiorno!”... Nada, apenas um sorriso! Sei agora, que também o “vizinho sorridente” se mudou.
Na porta em frente, tenho o “vizinho previdente”, aquele que nunca vejo, mas sei sempre quando chega ou quando vai sair, pois fecha e abre o contador da água, que fica na parede da minha cozinha, e assim posso “controlar” as suas chegadas e saídas.
Também sei, que por algum tempo, tive um bebé no prédio, que se fazia sentir a plenos pulmões. Mas nunca mais o ouvi...

E, por algum tempo debrucei-me sobre o mistério do 3º andar. O prédio tem três andares, no elevador existe o botão com o número 3, mas as escadas terminam à minha porta, e quando eu clicava no botão 3 do elevador, nada acontecia...
Um dia, perguntei ao senhorio, que não me sabia dizer nada, e eu afirmava que já tinha feito a experiência do elevador. E ele muito admirado! Depois alguém me explicou que deveria haver uma chave ou um código, que permitisse entrada directa para o 3ºandar....
E quando não há luz... E quando o elevador está avariado...Como chegam ou saiem de casa, os vizinhos do 3º andar?

Ao fim de todo este tempo, não sei o que está a acontecer, mas só na semana passada, cruzei-me com vários vizinhos diferentes, todos os dias. Foi então que conheci a vizinha que toca violino (só passado dois anos!), uma simpática japonesa, que me prometeu apresentar o seu vizinho da Indonésia e ainda a possibilidade de irmos beber um café, num destes dias...

Fico então à espera do prometido café, de conhecer o novo vizinho que veio da Indonésia...e desvendar melhor o mistério do 3º andar!

08 setembro 2011

A minha rua...

A campainha do Stefano

Depois de regressar de férias, constatei mais uma vez, que adoro os pequenos pormenores da minha Rua. Não só da rua, mas de todo o quarteirão que a envolve, os espaços que percorro e as pessoas com que me cruzo todos os dias.

Foi muito agradável regressar e espreitar as novidades no atelier do Stefano, conversar e beber chá com a Marcela, receber as energias positivas desta argentina que é proprietária de uma casa de chá, Tealicious, e que possui uma alegria contagiante. 
Caminhar mais um pouco, parar na "Le' 18 Lune", conversar com a Chiara e apreciar todas as curiosidades e novidades desta sua loja de souvenirs.

Deambular pela Piazza Santo Spirito, que fica logo ao virar da esquina, com a sua luz tão própria, o seu ambiente e os seus mercados. Simplesmente, passear e olhar as lojas, observar os turistas que giram mapas e guias e que procuram a casa dos Brownings

Percorrer a rua até ao fim, parar na ponte Santa Trinitá, de um lado observar um mágico entardecer e do outro lado a inigualável Ponte Vecchio.

Gosto deste meu espaço e destes meus momentos.