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18 fevereiro 2014

"Red Umbrella Girl"... os Postais..



A exposição – “A Misteriosa Rapariga da Sombrinha Vermelha”; foi complementada com a edição de postais, reproduções, da maior parte, das fotografias exibidas. Alguns  já tinham sido apresentados.

Quem passou pela exposição e não teve oportunidade de adquirir um postal, pode ainda faze-lo. Ou, quem não teve sequer a oportunidade de passar pela exposição, mas gostava de obter uma dessas reproduções, pode entrar em contacto comigo ou diretamente com o fotógrafo Filipe Barroso.


1. um bosque; 2. por magia avisto; 3. esperava por mim

4. olhar terno; 5. palácios; 6. singular rapariga; 7. miragem

8. por entre a multidão; 9. terras encantadas; 10. movimentos; 11. aquela sombrinha

12. castelos; 13. foco de luz vermelha; 14. luminosa e mágica

A sequência de apresentação dos postais não está de acordo com a exibição das fotografias na exposição.
Para perceber o nome atribuido a cada fotografia é necessário conhecer a história desta Misteriosa Rapariga. :-)

13 fevereiro 2014

"Red Umbrella Girl"...e o termino da exposição...



" (...) Desta vez este encontro foi abençoado por este bosque encantado, pois ela, a rapariga de sombrinha vermelha, esperava por mim finalmente! No baloiço, embalados pelas brisas do bosque e protegidos pela sombrinha vermelha, vivemos juntos momentos de encantamento! Que encontro mágico! (...)"



E assim termina, (quase) um mês de exposição – “A MisteriosaRapariga da Sombrinha Vermelha” – no café Saudade (Sintra).

Obrigada a todos os que por lá passaram, pelo apoio, pelas palavras simpáticas, por acreditarem nos nossos projetos  e pelo incentivo...

Foi mais um passo, para o Filipe’s Glance, no mundo da fotografia. Mais uma forma de dar a conhecer o seu talento para a fotografia (bem sei que sou suspeita para falar), desta vez, de uma forma particular, a contar uma especial história de amor...

Além dos objectivos, profissionais, alcançados com a exposição, esta foi, igualmente, muito gratificante a nível pessoal, pois conseguimos rever e reunir um conjunto de familiares e amigos, os quais se deslocaram de Norte a Sul de Portugal para apreciar o trabalho do Filipe e conhecer esta “Misteriosa Rapariga de Sombrinha Vermelha”. A todos, mais uma vez, Muito Obrigada!

Destaco, ainda, e de forma mais pessoal, o facto de graças a este evento:

-       ter conhecido um membro da minha família;
-       ter reencontrado um amiga da escola primária;
-       ter reencontrado uma família especial;

e porque esta é, igualmente, uma exposição repleta de coincidências;
ter recebido a visita de um amigo italiano, com o qual tinha perdido o contacto há dez anos, e que
resolveu visitar Portugal (e Sintra) exatamente no período em que eu me encontrava em Sintra e que
podia apreciar a nossa exposição... e assim recordar outros tempos, com um fumegante cappuccino
como testemunha.



01 fevereiro 2014

"Red Umbrella Girl" ... a História...


E esta é a história que acompanha a sequência de imagens da exposição "A Misteriosa rapariga da Sombrinha Vermelha"...
"Viajo para descobrir paisagens, locais, monumentos, culturas e sempre pessoas... A última viagem que fiz foi fabulosa por isto tudo, mas sobretudo pelo encontro misterioso com alguém, um rosto sereno, um sorriso feliz coroado por uma sombrinha vermelha, que despertou em mim uma curiosidade, o encanto por aquela personagem tão envolta em mistério fez com que aquela misteriosa rapariga vagueasse por muito tempo em meus pensamentos.
São acasos destes que envolvem as nossas viagens de fantasia e de sonho. Mas a viagem continuou. Noutro lugar, noutra viagem vislumbrei de novo um foco de luz vermelha que se deslocava numa rua. Mas que mistério este? Estaria a sonhar acordado? Mas não, na realidade era novamente ela, aquela rapariga da sombrinha vermelha! E porque só poderia ser uma daquelas únicas coincidências que pensamos só existir em sonhos, que decidi sondar, descobrir esta rapariga de sombrinha vermelha que alimentava os meus pensamentos e que se cruzava de forma singular nas minhas viagens. Achei que estes encontros não eram meros acasos, eram sinais que alimentavam de forma quase obsessiva o desejo de a conhecer. Queria captar o seu sorriso, penetrar no seu olhar, observar e estudar os seus sensuais movimentos. Abandonei o meu itinerário. A minha viagem agora era outra, era a da rapariga da sombrinha vermelha... o que me levou a seguir aquela singular rapariga pelas ruas, tentando encontrar um local privilegiado para conseguir observar mais de perto os seus movimentos e sua forma de estar. Mas infelizmente, num certo dia, por entre a multidão quase me aproximei dela Giquei estarrecido a olhar e vislumbro por uma ultima vez o seu rosto, pois também foi aqui, pela imensa multidão que perdi seu rasto.
Obcecado por aquele enigmático sorriso, por aquele olhar terno e provocador, a minha mente era povoada por sonhos inspiradores e sentia uma força anímica que me levava à procura daquela rapariga de sombrinha vermelha. O sonho era invariavelmente sempre o mesmo: que em algum e inspirador local, vislumbrava, novamente, aquela linda rapariga anunciada pela mágica sombrinha vermelha. Como numa miragem, avisto-­a por um instante,... e num momento ela volta a desaparecer. Não desisto e persigo-­a com mais atenção aquela luminosa e mágica sombrinha vermelha. Sigo-­lhe o rasto por palácios, castelos e terras encantadas, mas infelizmente o sonho acaba sempre da mesma maneira, perco-­a no labirinto de um bosque.
Acreditei que estes encontros misteriosos estes sonhos eram um sinal, uma mensagem, que não me deixavam desistir de encontrar esta misteriosa rapariga da sombrinha vermelha. E assim um dia mais tarde fui, parti de viagem em busca do bosque desconhecido onde a tão misteriosa e encantadora rapariga tinha sido vista pela ultima vez nos meus sonhos. Acredito na força do sonho, e assim na minha viagem tentava captar as forças telúricas e as energias positivas da natureza fazendo que a esperança de encontrar aquela rapariga misteriosa que se fazia anunciar com a sua mágica sombrinha vermelha, fosse cada vez maior.
Finalmente um dia todo esta energia positiva deu frutos e encontro um bosque muito semelhante aquele onde a perdi nos meus sonhos... e nele me envolvo e oriento numa direção e... como por magia avisto, a já conhecida e misteriosa rapariga da sombrinha vermelha!
Desta vez este encontro foi abençoado por este bosque encantado, pois ela, a rapariga de sombrinha vermelha, esperava por mim finalmente! No baloiço, embalados pelas brisas do bosque e protegidos pela sombrinha vermelha ,vivemos juntos momentos de encantamento! Que encontro mágico!
Sonho ou realidade?"

"Misteriosa Rapariga da Sombrinha Vermelha" - Exposição e Coincidências... (II)


"Ó amor que o céu governas,
sabes, que com teu lume me elevaste!"
Dante
Paraíso, I, 74-75


Continuando a falar da simbologia, que descobri, associada à exposição de fotografia – “A Misteriosa Rapariga da Sombrinha Vermelha”... :-)

A fotografia aqui apresentada, é uma das que suscita mais comentários, pois todas as pessoas olham para a imagem e dizem ter sido captada num dos poços da Quinta da Regaleira, em Sintra.
Na realidade, esta imagem foi captada, na nossa viagem por Itália, no verão de 2012, mais precisamente no Pozzo de San Patrizio, em Orvieto. Como aqui referi, este poço, semelhante a uma Torre de Babel invertida é um local que provoca vertigens e arrepios. E encontra-se associado às lendas medievais sobre o Purgatório de São Patrício na Irlanda.
Na nossa visita e descida ao poço, também comentámos as semelhanças com os poços iniciáticos da Quinta da Regaleira. Uma singular quinta, repleta de simbologia...

Mas, as coincidências não terminam por aqui...
No final do século XIX, a referida quinta, em Sintra, foi adquirida por António Carvalho Monteiro que desejando espelhar na sua propriedade algum simbolismo, contratou Luigi Manini, pintor, cenógrafo e arquiteto Italiano.
Não é o facto do arquiteto ser Italiano que conduz a alguma coincidência, mas sim o facto de, para a projeção de jardins, poços, grutas e capelas, que sugerem fortemente um percurso iniciático, o artista se ter inspirado, na obra de um conhecido “filho de Florença” – na Divina Comédia de Dante Alighieri.

O percurso de Dante pelo Inferno, Purgatório e Paraíso, descrito na referida obra, está presente nos jardins da Regaleira, em três etapas:
“ a descida do poço com nove níveis, tal como os nove círculos do Inferno de Dante;
a saída para a luz através da passagem pelo lago até chegar à clareira na floresta;
 a ascensão subsequente no exterior da montanha.”
(José Manuel Anes, Dante na Quinta da Regaleira in David Kingsley, Inferno Decifrado)

Encontra-se ainda, na quinta, outra simbologia associada a Dante e ao seu enigmático número 515 (que surge no  purgatório).
“o 515 de Dante está presente na Quinta em dois bancos dos jardins e outro no interior do Palácio, contendo todos a estrutura simétrica 5-1-5, em que o ‘1’ é a figura central, a dama com tocha, jovem (a sua amada Beatriz?) (...) e ambos os ‘5’ são as ameias, ou morelões, que ladeiam essa figura central(...)”(José Manuel Anes, Dante na Quinta da Regaleira in David Kingsley, Inferno Decifrado)

Isto sim, eu considero coincidência (e eu que gosto tanto de coincidências), Dante – o poeta de Florença- estar representado simbolicamente no poço de uma quinta em Sintra. Terra onde, neste momento, se pode visitar uma misteriosa exposição e observar uma fotografia, na qual eu me encontro no interior de um poço iniciático, em Itália, mas que todos pensam ser o Poço Sintrense, fortemente relacionado à obra de um Fiorentino!

Terão os deuses, ou a deusa Cíntia, conspirado para que este fosse o meu percurso, depois da encantadora Florença...a misteriosa, e não menos encantadora,  Sintra?? :-)