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17 abril 2013

Fotografar os 'Tesouros'...

No passado fim de semana, dedicamos mais algum tempo a passear por feiras, mercados e afins, descobrindo alguns interessantes 'tesouros'...

Entre esses tesouros, destacam-se objectos para as nossas colecções, nomeadamente dicos Vinil, livros e frascos. Desta vez, diverti-me um pouco a fotografar as nossas aquisições...

1. Livro de fotografias de Ansel Adams (a máquina foi na feira do mês passado)
2. 3. e 4. Reproduções de antigos cadernos de receitas (de biscoitos e de ervanária) e frascos de farmácia

1.
2.
3.
4.

E alguém se divertiu a roubar os meus biscoitos!! :-)


16 abril 2013

O fim de semana e as feiras...




O fim de semana passado além de repleto de Sol foi igualmente recheado de passeios por feiras e mercados... 
Achava eu que já passava algum tempo a passear, por outros tempos, nas minhas visitas a estas feiras...Agora, ainda passo mais, arranjei companhia que não só vem comigo, como também me leva para outro tipo de feiras, as dos Discos... :-)

No Sábado fomos até Pisa, aproveitando que estava a decorrer uma feira de discos Vinil (mais uma!). 
No Domingo aproveitámos para visitar, na parte da manhã, a habitual feira de velharias de Santo Spirito, prolongando o passeio matinal do Mel e do Bilbo, que muito animados nos acompanharam! 
E na parte da tarde, fomos até Scandicci, à 4ª Mostra Mercato Fumetti e Dischi, ou seja, mais uma feira de discos e, neste caso, também de banda desenhada...

Nestas nossas incursões por feiras e afins, adquirimos mais alguns ‘tesouros’ para as nossas colecções!!






08 março 2013

Caffè Giubbe Rosse...


Na Piazza della Repubblica, podemos beber café (e não só) num agradável espaço histórico, o Caffè Giubbe Rosse, ao qual me costumo referir como o café dos escritores, o café dos artistas...


Com as suas mesas em madeira e as suas paredes forradas de quadros, este belo estabelecimento, inaugurado em 1896, impôs-se como o quartel-general das múltiplas revistas literárias que floresceram em Florença entre 1900 e 1938: Il leonardo, La Voce, Lacerba, Solaria, Campo di Marte. Serviu mesmo, por vezes, de sala de redacção.

Após a primeira guerra mundial, não voltou a ser o mesmo espaço, no entanto os intelectuais, poetas, escritores e pintores continuaram a frequentar o lendário Giubbe Rosse; que deve o sue nome aos coletes vermelhos que os empregados utilizavam no início. Esses coletes foram proibidos no tempo do fascismo e voltaram a ser utilizados após a segunda guerra mundial, no entanto depois deste período o ambiente deste café nunca mais voltou a ser o mesmo, o espírito de criação e revolta antes gerado pelos artistas, não voltou a vestir o colete vermelho e o café não voltou ao seu anterior esplendor... 

Mas, os mitos permanecem vivos!

Todas as quartas à noite, os actuais proprietários tentam recriar o ambiente dos encontros literários de séculos passados e talvez seja esta a altura ideal para nos deixar-mos envolver num clima nostálgico...

Como uma das “101 Cose da fare a Firenze almeno una volta nella vita”, tivemos de ir satisfazer a nossa curiosidade, beber um café e ler os jornais (nacionais e internacionais) que se encontram disponíveis para quem lá passa... mas entrámos lá, principalmente,  para tentar imaginar a atmosfera dos encontros literários...





Fotos de filipe's glance.

30 janeiro 2013

Vintage Selection...



Passear, no passado fim de semana, na Vintage Selection, que mais do que uma feira era uma mostra de cultura Vintage, não foi muito diferente do que passear nas minhas habituais feiras de antiguidades. Sempre atenta a tesouros de outras décadas. Épocas essas que possuem, cada uma delas, determinados particulares que me encantam. Em cada uma consigo sempre descobrir um objecto ou acessório que gostaria de, ainda, utilizar nos dias de hoje...







E nesse espaço, assistimos ao original lançamento de um site “My Vintage Academy”, através da interessante performance “Tears in the Rain”...




E  não faltaram as compras, alguns discos vinil e livros.
Assim como fotografias, mas naquelas máquinas automáticas, onde há muito eu queria fazer uma destas sequências... Um sonho de infância. E por isso, foi necessário viajar no tempo para o concretizar. :-)



23 maio 2012

"A Divina Comédia..."




 " (...) Quando Dante tinha nove anos de idade viu um dia na rua uma rapariguinha, tão jovem como ele, e que se chamava Beatriz. Beatriz era a criança mais bela de Florença: os seus olhos eram verdes e brilhantes, o seu pescoço alto e fino, os seus cabelos leves e loiros, trémulos sob a brisa. E caminhava com ar tão puro, tão grave e tão honesto que lembrava as madonas que estão pintadas nas nossas igrejas. Dante amou-a desde essa idade e desde esse primeiro encontro. Mas passados anos, em plena juventude, Beatriz morreu. Essa morte foi o tormento de Dante. Então, para esquecer o seu desgosto, começou uma vida de loucuras e erros. Até que um dia, numa Sexta-Feira Santa, a 8 de Abril do ano de 1300, se encontrou perdido no meio de uma floresta escura e selvagem. Aí lhe apareceram um leopardo, um leão e uma loba. Dante olhou então à roda de si e viu passar uma sombra. Ele chamou-a em seu auxílio e a sombra disse-lhe:
 - "Sou a sombra de Virgílio, o poeta morto há mais de mil anos, e venho da parte de Beatriz para te guiar até ao lugar onde ela te espera."
 Dante seguiu Virgílio. Primeiro passaram sob a porta do Inferno onde está escrito: "Vós que entrais deixai toda a esperança".
 Depois atravessaram os nove círculos onde estão os condenados. Viram aqueles que estão cobertos por chuvas e lama, viram os que são eternamente arrastados em tempestades e vento, viram os que moram dentro do fogo e viram os traidores presos em lagos de gelo. Por toda a parte se erguiam monstros e demónios, e Dante agarrava-se a Virgílio tremendo de terror. E por toda a parte reinava a escuridão como numa mina. Pois era ali um reino subterrâneo, sem sol, sem lua e sem estrelas, iluminado apenas pelas chamas infernais.

Depois de terem percorrido todos os abismos do Inferno voltaram à luz do sol e chegaram ao Purgatório, que é um monte num meio duma ilha subindo para o céu. Aí Dante e Vergílio viram as almas que através de penitências e preces vão a caminho do Paraíso. Neste lugar já não se viam demónios, mas em cada nova estrada surgiam anjos brilhantes como estrelas. 
Até que chagaram ao Paraíso Terrestre, que fica no cimo do monte do Purgatório. Aí, entre relvas, bosques, fontes e flores, Dante tornou a ver Beatriz. Trazia na cabeça um véu branco cingido de oliveira: os seus ombros estavam cobertos por um manto verde e o seu vestido era da cor da chama viva. Vinha num carro puxado por um estranho animal metade leão e metade pássaro.

 - Dante – disse ela -, mandei-te chamar para te curar dos teus erros e pecados. Já viste o que sofrem as almas do Inferno e já viste as grandes penitências daqueles que estão no Purgatório. Agora vou-te levar comigo ao Céu para que vejas a felicidade e a alegria dos bons e dos justos.
Guiado por Beatriz, o poeta atravessou os nove círculos do Céu. Caminharam entre estrelas e planetas rodeados de anjos e de cânticos. E viram as almas dos justos cheias de glória e de alegria. Quando chegaram ao décimo Céu Beatriz despediu-se do seu amigo e disse-lhe:
- Volta à terra e escreve num livro todas estas coisas que viste. Assim ensinarás os homens a detestarem o mal e a desejarem o bem.

Dante voltou a este mundo e cumpriu a vontade de Beatriz. Escreveu um longo e maravilhoso poema chamado "A Divina Comédia", no qual contou a sua viagem através do reino dos mortos.
A notícia desta viagem causou grande espanto em Florença. Quando Dante passava na rua todos se viravam para o ver, pois diziam que ele ainda tinha a barba "chamuscada pelo fogo do Inferno que tinha atravessado".
                
- É verdadeiramente a história mais extraordinária que ouvi em toda a minha vida – disse o Cavaleiro -. Compreendo que Dante tenha sido recebido com grande espanto e curiosidade. E, mais ainda, julgo que daí em diante deve ter sido um homem de grande autoridade respeitado e escutado por todos os seus concidadãos.
 - De facto – disse Filippo – devia ter sido assim, mas não foi assim que aconteceu. Quando, depois de ter atravessado os três países da morte, o poeta voltou a Florença e encontrou a cidade apaixonada por grandes lutas políticas. Havia nesse tempo dois partidos que dividiam a Itália: o partido dos Guelfos e o partido dos Gibelinos. Dante era gibelino, e aconteceu que nesse ano de 1300 ele foi eleito para o governo da cidade. Mas tempos depois o seu partido foi vencido e o poeta exilado. Mais tarde os seus inimigos também o condenaram a ser queimado vivo. Felizmente nessa altura ele já estava longe de Florença, e assim escapou à morte e ao suplício. Mas nunca mais pode voltar à sua cidade natal e viveu até ao fim da sua vida vagueando como refugiado político pelas outras cidades italianas. E foi neste exílio, separado de Beatriz pela morte e de Florença pela injustiça dos homens, que Dante escreveu a "Divina Comédia"  (...)"

(Sophia de Mello Breyner Andresen in O cavaleiro da Dinamarca)

13 março 2012

Leituras....



Desde muito cedo, os livros começaram a fazer parte da minha vida, sempre foram e sempre serão muito importantes. O livro só em si é um objecto que me diz muito, que me atrai...Objecto esse essencial para mim, e quem me conhece percebe isso perfeitamente, pois os meus espaços, estão sempre recheados de livros. Sempre que posso, ou melhor, todos os dias eu preciso de ler algumas linhas, algumas páginas de um livro.
Normalmente, as minhas leituras eram feitas em casa, em sossego...Mas, desde que vim viver para Florença, adquiri um hábito que gosto particularmente, o hábito de ler em esplanadas, praças e jardins...

Quando o tempo o permite, passar alguns minutos do fim de semana a ler um bom livro, num agradável local, é muito aprazível.
Neste fim de semana, mais uma vez, o local eleito foi um jardim, um que fica relativamente próximo da minha casa, ondecostumo ir passear, caminhar, correr, ler ou simplesmente pensar... É um espaço onde me sinto bem, e ali fico a ler algumas páginas, absorvida pelo livro, mas por momentos gosto igualmente de parar, olhar em redor, ouvir as crianças que vibram com as suas brincadeiras, observar alguém que passa de bicicleta, sorrir ao ver dois cães que brincam...sentir o sol, ouvir o cantar dos pássaros, e depois voltar ao meu livro...



27 janeiro 2012

Passear na Florença de 1800...



Há algum tempo, descobri um interessante livro na "Feira de Velharias", uma feira mensal na Piazza Santo Spirito, onde eu me costumo "perder", não fosse eu grande apreciadora de antiguidades. 
Ainda aqui não falei desta feira, mas esta praça tem sempre excelentes feiras e mercados...

Mas, continuando, encontrei numa das bancas, um livro repleto de fotografias de "Florença Antiga", imagens de como eram as ruas desta cidade nos anos de 1800...

Fotografei algumas das páginas do livro, para mostrar que foram poucas as alterações que a cidade sofreu. Os imponentes monumentos já existiam e as ruas começavam a ser movimentadas... (agora são demasiado movimentadas!)

Gosto imenso de fotografias antigas e poder apreciar esta mágica cidade noutros tempos é fantástico, tinha de partilhar!